Trabalhadores da ELISAL pedem intervenção do IGAI

Trabalhadores
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Os cortes e atraso salarial têm sido o tormento dos funcionários, que desde 2019 exigem melhores condições de trabalho, por parte da empresa pública Elisal, responsável pela recolha e limpeza de alguns municípios de Luanda, que até então continuam com os mesmos problemas.

Segundo os trabalhadores ouvidos pelo “Novo jornal”, desde o primeiro mês do ano que os salários não são pagos na totalidade, e como quem tem uma família a sustentar, os funcionários sentem-se saturados com as condições dadas, expostos à doenças por falta de luvas e outros equipamentos de biossegurança recomendados para a execução do mesmo.

“Sem aviso prévio, por parte da entidade empregadora, cortaram os salários alguns que recebiam 85 mil nos dois primeiros meses do ano receberam apenas 50 mil, outrosde 46 mil receberam 15 à 20 mil, a empresa nos paga como quer”, disse um dosfuncionários insatisfeito com a presente situação.

Mais foi revelado, o mês de Março ainda não foi pago, dificultando o funcionamento dos lares sem ter como sobreviver durante um tempo tão difícil e com escassez de bens, sendo que os mesmo têm sido comercializados à um preço acima do habitual devido a grande procura.

A Inspeção Geral da Administração do Estado (IGAE), já têm conhecimento dos atrasos e cortes salariais dos trabalhadores da Elisal, através de uma carta feita no passado mês de Fevereiro informando as irregulares, mas até o momento não houve pronunciamento do órgão.

“Se o Decreto Presidencial sublinha que a entidade empregadora deve pagar os salários, por quê na Elisal não acontece?”, inconformada questionou a sindicalista, acrescentando que mesmo com o novo conselho de administração eleito em Fevereiro, não nota-se mudança.

Ravelino de Castro
CEO e fundador.