Flávio Amado insatisfeito com o seu percurso desportivo:-“Fui pouco utilizado”

Flávio Amado, antigo futebolista e actual técnico-adjunto do Petro de Luanda, no Domingo dia 31 de Maio, confessou que se sentiu injustiçado durante o período que apresentou as cores nacionais.

Flávio afirmou que tinha capacidade para dar mais a seleção nacional, mas faltou oportunidades, uma vez que ao longo do tempo foi a terceira opção, depois dos atacantes Akwá e Quinzinho, juntando-se ao facto de ser orientado a jogar, quase sempre, para estes e não como finalizador. Durante as declarações feitas à Rádio Cinco, particularizou a sua presença no mundial, alegando que na época estava em boa forma e tinha sido o melhor marcador no campeonato africano, cinco meses antes, no Egipto: “Fui pouco utilizado, desde os jogos de preparação até a própria competição”, referiu o antigo jogador. Apesar da insatisfação, afirmou ter vivido bons momentos durante o campeonato inédito do mundo. Relativamente ao estado do desporto nacional, o antigo internacional apelou à intervenção do Estado para a melhoria da actual situação.

Flávio Amado representou o Ara da Gabela,  conquistou três Taças de Angola (2000, 2002 e 2013), três Supertaças de Angola (2002, 2003 e 2013). No Egipto, venceu a liga local (2005, 2006, 2007, 2008 e 2009), conquistou quatro Supertaças, duas Taças do Egipto, três Ligas dos Campeões, além de ter participado em três mundiais de clubes. Ao serviço da Selecção Nacional obteve duas Taças da Cosafa em 2001 e 2004. Individualmente, Flávio foi duas vezes melhor marcador do Girabola (2001 e 2002), duas vezes melhor marcador da Liga Egípcia, melhor marcador da Liga dos Campeões de África, melhor marcador da Taça Nelson Mandela, melhor futebolista a jogar em África.