Covid-19: Sinprof contesta retorno às aulas nas datas previstas

Crianças angolanas na escola aprendendo

O Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof), discorda com a decisão da reabertura das escolas nas datas previstas, entendendo que até lá algumas escolas não reunirão ainda as condições necessárias de biossegurança.

Em nota publicada no último final de semana, o Governo anunciou o ajuste feito no calendário escolar que nesse ano deverá ter apenas dois trimestres.

Neste contesto, o primeiro trimestre começará no dia 13 de Julho e terminará no dia 28 de Agosto, ao passo que o segundo trimestre irá de 31 de Agosto a 31 de Dezembro, decisão que o Sinprof discorda.

O sindicato de professores na pessoa do seu presidente Guilherme Silva, considera inadequado a reabertura das escolas na fase indicada, apontando para o efeito o mês de Setembro como o ideal.

Guilherme Silva diz não crer que haja condições de biossegurança em todas as escolas do país para a higienização constante das mãos. “Quem desinfetará as salas de aula no recreio de cada turno?” questiona o sindicalista.

Guilherme ressalvou ainda a sua sugestão de que por falta de condições para reabertura das aulas no seu ver, que o executivo repense melhor essa decisão.

O sindicalista acredita ser a oportunidade para se refazer o calendário escolar, começando o ano letivo em Setembro de 2020 e findá-lo em Julho de 2021. 

Por: Joveth Delgado