Governantes angolanos sugerem adiamento do reinício das aulas no ensino primário

Governadores e Ministros Angolanos
Governadores e Ministros Angolanos

Desde o dia 20 de Março, as aulas à nível nacional tiveram paralisadas até o dia de hoje. O Ministério da Educação prevê a reabertura do ano lectivo primário, para o próximo dia 13, mas em unanimidade, os governadores de todas as províncias do país, sugeriram nesta segunda (15/06), que prolongassem mais o tempo acordado.

Olhando seriamente para o país, a maioria das instituições de educação, principalmente as estatais, não encontram-se preparadas para o embarque desta nova fase, exigente e cautelosa, foi a base da vídeo-conferência com os governantes de todas as as províncias de Angola. Com a suspensão das aulas em todo o país, no passado dia 20 de Março, o país manteve-se acautelado e pensativo em estratégias para um regresso seguro. Até o momento, a situação epidemiológica dita o funcionamento e decurso das actividades no país, incluindo o ensino.


De acordo a ministra Carolina Cerqueira, que liderou a vídeo-conferência, abraçou as recomendações e as mesmas serão levadas à Comissão Multissectorial para a Prevenção e Combate à Covid-19. Para isso o governo definiu regras para o regresso da mesma, e as escolas devem obrigatoriamente reunir condições para o regresso as aulas, o distanciamento físico, à entrada e dentro do recinto escolar, higienização das mãos e o uso das máscaras. Em concordância, os governantes não apoiam o regresso prematuro das aulas no ensino primário e I ciclo do ensino secundário, por falta de matérias de biossegurança, água e vigilância escolar sendo que as crianças por inocência, não sentem o risco a que estarão expostas. Para o II ciclo e o ensino superior, o calendário determinado será cumprido, dividindo a turma em dois e dividir o horário também em dois, para que o primeiro trimestre comece de 13 de Julho à 28 de Agosto, e o segundo de 31 de Agosto à 31 de Dezembro, segundo o cronograma reajustado do Ministério da Educação (MED), encurtando de 180 dias para 126 dias do calendário lectivo. Aguarda-se pela decisão final, partindo do presidente da república João Lourenço.

Ravelino de Castro
CEO e fundador.