Livre da pandemia, casas em cidade italiana são vendidas por um euro

A cidade italiana Cinquefrondi, está a comercializar casas no valor monetário de 1 euro, esta medida surge para reverter a grande despovoação, causada pela saída dos jovens da cidade a busca de melhores condições de vida, isto é, a procura de trabalho.

Depois de ter se livrado do inimigo invisível, a vila de Cinquefrondi que carrega o título de “livre do Covid-19”, o presidente tem em mente projectos para melhorar a visibilidade da vila, e considera a medida tão séria, que a classificou como “operação beleza”, por isso as casas estão a ser vendidas por 1 euro para atrair novos moradores: “Encontrar novos proprietários para as muitas casas abandonadas que temos é uma parte essencial desta missão que lancei para recuperar partes degradadas e perdidas da cidade”, disse o presidente Michele Conia. Apesar de estar cercado pela beleza natural do Parque Nacional de Aspromonte, Cinquefrondi é marcado por moradias em ruínas, segundo referiu o seu presidente: “Subimos entre as colinas refrescantes, um rio intocável corre nas proximidades e as praias ficam a apenas 15 minutos de carro. Mas todo o bairro da minha cidade está abandonado, com casas vazias que também são instáveis ​​e arriscadas”, lamentou Conia em entrevista com o canal televisivo “CNN”.

Sem registos de coronavírus, Cinquefrondi está localizada, numa das regiões com os níveis de contágio mais baixos de Itália, as casas disponíveis no valor de um euro têm aproximadamente 40 à 50 metros quadrados, e algumas até possuem varandas com vista para a vila, Cinquefrondi  exige apenas uma taxa anual de seguro de apólice, no valor de 250 euros até que cheguem a conclusão da reabilitação da casa, com a sujeição de uma multa de “20 mil euros”, caso as obras não sejam terminadas no período de três anos: “Estamos apenas a pedir algum tipo de garantia, para que o novo comprador se comprometa com o projecto. A taxa da apólice é muito baixa e o custo das obras variam entre os 10 mil e os 20 mil euros, dado que as habitações são acolhedoras e pequenas”, afirmou o presidente durante a entrevista.