Pastores angolanos da Igreja Universal de costas viradas com pastores brasileiros

Após confusão entre pastores brasileiros e angolanos, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), encontra-se dividida em duas abas, devido à problemas internos de diferença racial e abuso de poder, desde finais do ano de 2019, o comunicado chegou hoje 22 de Junho, por meio de uma nota que órgãos de comunicação tiveram acesso.

A discórdia entre as duas nacionalidades, que até meses passados andavam de mãos dadas, desestabilizou a boa organização que até então a instituição religiosa possuía. Tudo começou pela diferença racial, preferência e ocupação de cargos, segundo pastores angolanos, só os pastores brasileiros ocupavam cargos que regiam todo o funcionamento da igreja. Seis vezes passados, pastores, bispos e obreiros angolanos da IURD puseram-se em protestos, clamavam pelos subsídios dos mesmos e de suas esposas, alegando que a liderança faltava com o cumprimento da parte financeira, uma vez que pastores e bispos da Universal dedicam-se exclusivamente à servir no templo, sem possuir uma outra fonte de renda.

Segundo um dos pastores em entrevista, disse que no passado mês de Novembro de 2019, no dia 20, pastores angolanos pediram aos brasileiros que se conversasse, mas em contrapartida os pastores brasileiros negaram a uma oportunidade de acerto. Hoje 22 de Junho, angolanos pastores declaram rotura com a gestão brasileira, pois dizem que eles não têm sido levados a sério.

A Catedral do Morro Bento será a reforma do Bispo Valente Bizerra Luís, vice-presidente da IURD, e esta passará a ser a cede de comissão de reforma, descartando qualquer tipo de negociação com a outra ala, disse um dos pastores. De igual modo a Catedral do Patriota foi tomada, nas províncias de Benguela, Huambo, Malanje, Namibe, e na cidade de Luanda cerca de 30 igrejas já foram tomadas, e outras catedrais.

A igreja Universal reúne cerca de meio milhão de fiéis, desde 1998 em Benguela, 18 templos, as discórdias também foram visíveis, pastores angolanos manifestaram devido a separação de direitos, que começou em Luanda. E em Lunda-Norte o cenário foi agressivo, e o SIC teve que intervir pois a parte brasileira não aceita a divisão, e vários são os obreiros que se sentem lesados pelos acontecimentos, e todos eles foram levados para serem ouvidos pelo Serviço de Investigação Criminal.