Morte do colombiano Javier Ordónez levanta protestos contra a violêncial policial na Colômbia

Protesto na Colômbia
Protesto na Colômbia

Javier Ordónez de 43 anos, morreu na noite desta quarta-feira (09) após ter sido submetido pela polícia a diversos choques eléctricos com uma arma taser, em plena rua, apesar de estar já na altura dominado pelos agentes, o acontecimento foi filmado e está a gerar debate público na Colômbia, com protestos contra a violência policial.

Javier Ordónez, prestes a concluir licenciatura em Direito morreu sob custódia da Polícia de Bogotá, capital da Colômbia, a morte desencadeou protestos violentos na ruas da capital colombiana, porque de acordo com as imagens captadas por testemunhas da detenção, o incidente de violência fez lembrar o caso de George Floyd nos Estados Unidos.

O caso ocorrido na madrugada de quarta-feira, reacendeu o debate sobre o uso excessivo da força e a brutalidade das forças policiais na Colômbia. A presidente da Câmara de Bogotá, Claudia López , prometeu actuar para que avance uma reforma estrutural que ponha fim aos episódios de abusos policiais que têm suscitado o debate público.

As imagens do momento em que dois agentes submetem o advogado Javier Ordónez, pai de dois filhos, a choques eléctricos no bairro de Santa Cecília em Engativá no oeste de Bogotá, inundaram as redes sociais e provocaram comoção no país. No vídeo, os agentes ajoelham-se sobre o homem num episódio que lembra o que aconteceu nos Estados Unidos com George Floyd, um homem que morreu sufocado durante uma detenção originando uma forte reacção social sobre o racismo e violência policial.

Durante mais de dois minutos, várias pessoas gravaram o sucedido e Ordónez, sem camisa, implora para que parem. “Estou a sufocar. Parem. Por favor, parem”, suplicou agitado enquanto levava choques com a taser.

“Ele está a pedir para que parem. Por favor, nós estamos a gravar. Por que continuam a atacar se ele já pediu por favor há algum tempo?”, diziam testemunhas em vídeo  gravado.

Enquanto se aguarda a autópsia, o caso foi definido como prioritário pelo procurador-geral, o ministro da defesa Carlos Holmes Trujillo, também destacou que “rejeita e condena qualquer acto de um membro da Polícia que viole a lei ou ignore os regulamentos internos” e salientou que os dois agentes já são objecto de investigação disciplinar e criminal, devendo a instituição prestar toda a colaboração exigida pelas autoridades competentes.

Nas ruas, os protestos começaram no posto onde trabalham os dois polícias envolvidos na morte e espalharam-se a vários locais em Bogotá e a outras cidades do país, com relatos de esquadras incendiadas pelos manifestantes.

Por: Helder Manuel