SINMEA promove marcha em memória ao Sílvio Dala

Sindicato dos médicos angolanos
Sindicato dos médicos angolanos

Em comunicado de imprensa, o Sindicato dos Médicos Angolanos (SINMEA), apela a todos os médicos, sejam eles nacionais ou estrangeiros, activos ou reformados, que exercem ou exerceram as funções nas unidades hospitalares públicas ou privadas em Luanda, bem como aos que ocupam cargos de chefia, a observarem o luto e a participarem na marcha em memória ao Sílvio Dala médico pediatra angolano, morto no início do mês de Setembro na unidade policial do Rocha.

“Vamos resgatar a dignidade do médico, que há muito se perdeu. Vamos observar um período de sete dias de luto nacional, durante este período todos devem colocar nas suas batas ou nas roupas um fumo preto ou vestir de preto, se possível com uma máscara preta”, frizou o sindicato.

A marcha marcada para o próximo sábado às 12h:30, com concentração na Mutamba (paragem de autocarros), será feita em silêncio absoluto, do ponto de encontro até à sede da Ordem dos Médicos de Angola.

Segundo a nota do sindicato, estarão “todos vestidos de camisola e máscara preta com dizeres ‘Eu sou o Dr. Dala’, e com uma bata branca com vários borrões a vermelho, simbolizando o sangue derramado pelo malogrado na maldita esquadra” e no ponto de chegada, os médicos deverão depositar as batas e máscaras, para manifestarem o descontentamento da classe.

O sindicato propôs ao governo da província do Cuanza Norte, que o hospital onde o falecido médico foi director clínico seja chamado de Hospital Materno Infantil Dr. Sílvio Dala.

O Ministério da Saúde de Angola apelou à calma da comunidade médica e expressou a sua mais profunda consternação pela morte do médico e director clínico do hospital materno-infantil de Ndalatando, destacado em missão de formação no Hospital Pediátrico David Bernardino, em Luanda.

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, juntou-se a outras instituições do executivo, nomeadamente a Procuradoria-Geral da República e o Ministério do Interior, que instauraram um processo-crime para esclarecer as circunstâncias reais em que ocorreu a morte do médico, assim como a respectiva responsabilização aos presentes no momento do acontecimento.

Por: Helder Manuel